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Saídas de emergência: as três exigências, e a que falha todo dia

Número, sinalização e desobstrução. As duas primeiras se resolvem uma vez; a terceira se perde toda semana.

28/08/2026·4 min de leitura·NR-23 · NR-26

A NR-23 pede três coisas das saídas de emergência, e elas têm naturezas diferentes: duas são de projeto, uma é de rotina.

ExigênciaNaturezaComo falha
Número suficiente e disposição adequadaProjetoReforma que fecha uma saída sem recalcular
Identificação e sinalizaçãoInstalaçãoPlaca que caiu, luminária de emergência sem bateria
DesobstruçãoRotina diáriaMaterial encostado, porta trancada, mudança de layout

A desobstrução é o problema de gestão

Ela não se resolve com investimento: resolve-se com uma rotina que alguém precisa executar. E é a única das três que pode estar conforme na segunda e não conforme na quarta.

Porta trancada é o caso mais grave

Ela costuma ter uma razão real — furto, controle de acesso, entrada de terceiros. A razão é legítima; a solução escolhida não é. Existe barra antipânico e existe alarme de porta: o que não existe é a hipótese de manter trancada.

A sinalização conversa com a NR-26

A identificação das saídas usa a comunicação por cor que a NR-26 disciplina. E ali há uma regra que contraria a intuição: o item 26.3.4 manda que o uso de cores seja o mais reduzido possível, para não ocasionar distração e confusão.

Estabelecimento com faixa amarela em tudo não sinaliza melhor: sinaliza pior, porque a rota de fuga deixa de se destacar do resto.

Uma rotina que funciona

Incluir a rota de fuga no checklist de fim de turno de quem já percorre a área — e registrar. Custa dois minutos e transforma uma exigência contínua em algo verificável.

Fontes

A norma vigente e sempre a publicada pelo Ministerio do Trabalho e Emprego. Este texto comenta a exigencia — nao a substitui, e nao vale como parecer para caso concreto.