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Resíduos industriais: a norma de SST cobra o caminho, não só o descarte

A NR-25 é curta e trata do que acontece com o resíduo enquanto ele ainda está dentro da empresa — que é onde o trabalhador o encontra.

28/08/2026·4 min de leitura·NR-25 · NR-1

Resíduo industrial costuma ser tratado como assunto ambiental, e por isso sai do radar do SST. Mas antes de virar questão ambiental, ele é uma exposição ocupacional: alguém coleta, transporta, armazena e manuseia.

O recorte da NR-25

A norma trata das medidas de prevenção relacionadas aos resíduos gerados nos locais de trabalho — a eliminação, o tratamento e a disposição, com o cuidado de que o processo não crie nova exposição para quem o executa.

A pergunta que o SST precisa fazer

Não é “para onde vai o resíduo?” — essa é do ambiental. É quem toca nele antes de ir, com que frequência, e com que proteção. É essa a pergunta que gera linha de inventário.

Onde o resíduo vira exposição

  • Coleta no ponto de geração — muitas vezes sem procedimento.
  • Transporte interno, geralmente manual, às vezes por rota que cruza área limpa.
  • Armazenagem temporária, que é onde a exposição se concentra e onde a ventilação costuma ser pior.
  • Transferência para o transportador externo.

A ligação com o inventário

Cada uma dessas etapas é uma circunstância, no sentido da alínea “c” do item 1.5.7.3.2 da NR-1. Um inventário que traz “resíduos” como uma linha genérica perde as quatro.

O ponto cego clássico

A área de armazenagem temporária de resíduos. Ela não é setor produtivo, não tem posto fixo, e por isso raramente aparece na avaliação — apesar de ser onde a exposição é mais concentrada e onde a ventilação é pior.

Fontes

A norma vigente e sempre a publicada pelo Ministerio do Trabalho e Emprego. Este texto comenta a exigencia — nao a substitui, e nao vale como parecer para caso concreto.