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Alimento

Do campo ao frigorífico: a cadeia do alimento

Duas normas com programa próprio, estrutura própria e regras de pausa que não existem em nenhum outro lugar do SST.

Produzir alimento é a atividade que emprega mais gente no país e a que tem as duas normas mais atípicas do conjunto. No campo, a NR-31 criou um programa próprio — o PGRTR —, um serviço especializado próprio — o SESTR — e uma comissão própria — a CIPATR. No abate e no processamento, a NR-36 fez algo que nenhuma outra norma fez: fixou <em>pausas em minutos</em>, por faixa de jornada, num quadro dentro do texto.

A razão é a mesma nos dois casos: aqui o dano raramente vem de um evento, vem da repetição. No campo, da exposição continuada a agrotóxico, do esforço em terreno acidentado, do calor. Na indústria de carnes, do frio artificial somado ao ritmo da linha e ao movimento repetido milhares de vezes por turno. Contra dano cumulativo, proteção individual resolve pouco — o que resolve é organização do trabalho.

E há uma terceira semelhança, menos óbvia: as duas normas tratam de gente que trabalha longe do escritório onde o documento é redigido. Frente de lavoura e linha de abate são ambientes em que o programa só existe de verdade se alguém o levar até lá — e é por isso que as duas exigem estrutura permanente, e não apenas papel.

As perguntas deste eixo

Sobre esta lista

As perguntas acima são o mapa deste eixo. Cada texto nasce conferido no texto vigente da norma — não em resumo de terceiro. Onde a resposta já existe no blog da casa, a pergunta aponta para lá em vez de repetir o assunto em dois endereços.

Documentos que este assunto gera

PGRTRInventário de riscos ruralRegistro do SESTRAta e eleição da CIPATRAnálise ergonômica do trabalho

Normas de referência

O guia deste assunto, em PDF

Trabalho rural: PGRTR, SESTR, CIPATR e agrotóxicos

Guia técnico · NR-31 · 18 páginas · PDF

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